Eu e meu pé de bolinha…

Singela conversa no FB sobre pés inchados…

Adriana Almeida -> Você sabe que seu pé está inchado, mas digo, VERDADEIRAMENTE inchado, quando vc tira o chinelo, 1 número maior que o seu pé, calçado a coisa de 2 horas atrás, e tem uma linha entre o vermelho e o roxo, de pelo menos 1mm de profundidade onde a tira do chinelo deveria sequer enconstar…

Y -> Hello mixedema pretibial! Passei de 39 a 41. Simples assim. Agora já estou no 40 e entro em 1 tênis e 1 sandália folgados 39.

Adriana Almeida -> É… hello hello. Foi assustador. Ele tem inchado muito, mas juro, tanto assim, de deixar esse macchucado? nunca tinha visto

Y -> É. Aqui um dia acordei podendo afundar os dedos – parecia coisa de grávida… Fiquei um mês assim aí foi desinchando… Claro, perdi todos os sapatos e até chinelos (pq ninguém imagina a possibilidade né?)… Aí já parou o inchaço duro mas ainda tenho bastante inchaço mole (mas tudo bem, isso pode botar na conta do excesso de peso mesmo). Ainda assim, dá pra sacar que é mais q o normal, entende?

Adriana Almeida -> ei perfeitamente. Então é exato meio que o que eu ia dizendo, inchado ele tem estado constantemente, mas esse chinelo que eu uso é um daqueles acolchoadinhos, macios mesmo, e 1 número, pelo menos, maior que meu pé inchado. Mesmo inchado, meu pé nunca encosta na tira e 2 horas depois de calçar, tá lá aquela tira… SURREAL… :( E tem os 2… inchaço mole, duro, pra todos os gostos, no pé, na canela, no calcanhar, no dedão do pé… tá uma lindeza! ECA! :(

Y ->  Força na peruca, modera no sal, bota pé pra cima, escalda pé e caminhe suavemente… Eu fiz tudo isso aqui e foi passando…

Adriana Almeida ->         aH, e tem mais… É excesso de peso, é calor/circulação (rola isso direto comigo no verão, mesmo aqui!), é graves/mixedema pretibial e é TPM… eu incho como um balão antes e durante a menstruação, então, eu estou REALMENTE muito inchada… hum horror… e tô levando! Qse não como sal (como coisas com sal eventualmente, mas usar o sal eu não uso), pé pra cima e pisar com cuidado. O escalda ainda não fiz não, ando com vontade, mas rola a preguiça, é o tipo da coisa que é tão mais terapeutico quando providenciam pra você…. :(

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Dizem as más línguas que estou morta. Nenhum ânimo pra contestar.

Ok, eu não estou pronta pra partilhar isso sem ser de forma criptica, mesmo porque eu não vou falar nada inteligente, nada que vá me fazer sentir melhor, nada que vá mudar alguma coisa, então eu estou preferindo, já que eu já fui exposta além do meu desejo, me limitar “a obrigada pela preocupação”, alguns textos genéricos e cripticos no Tudo e Nada, e as fotos e músicas no projeto 366 pra me ajudar a lidar com isso. Porque eu realmente não estou no clima pra socializar, descontrair, ou enfim, deixa quieto que eu já estou colocando amargor nas entrelinhas do discurso.Mas o fato é que algo aconteceu na minha vida que afetou minha condição física, então deixemos o santo de lado pra falar do milagre (embora esteja mais pro inverso no tocante a santidade e milagres, mas vocês entenderam a idéia). Continuar a ler

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Dizem as más línguas que estou viva. Há entretanto sérias controvérsias…

Então, né? O último post desse blog tem quase um ano.  E antes disso já estavam razoavelmente espaçados. O único movimento por aqui foi das minhas amigas de tireóide descompassada comentando aqui e ali e respondendo umas as outras. Eu mesma, mal apareci.

Há que se tentar explicar o motivo, muito embora não exista propriamente uma explicação. Não morri (acho), não me curei, não abandonei nada ou ninguém de caso pensado, não nada. Entretanto, foi um pouco de tudo também.

Até 2010, eu tinha ajuda aqui em casa. Dupla na verdade. Um casal, onde a parte feminina me ajudava na casa, a organizar minha mente caótica (tem que comprar tal coisa, quem que marcar médico, tem que preencha-com-alguma-coisa-vital-que-raramente-eu-me-lembro-sozinha…), a me permitir ter um pouco mais de tempo livre pra divagar sobre isso ou aquilo, inclusive sobre a minha tireóide. A parte masculina me ajudava com os cachorros, com a limpeza do terreno, com me levar de carro pra lá ou pra cá. Funcionava direitinho. Mas aí parou de funcionar.

A história é longa, entediante, com múltiplos pontos de vista, bastante polêmica e  com a certeza que eu acostumo mal quem trabalha comigo. Sempre. Seja fazendo o serviço alheio por gentileza e acabando na situação onde parece que aquele serviço é a minha obrigação, seja por dar liberdade demais e tratar como amigo, seja por não impor muitas regras confiando no bom senso alheio, seja por fazer questão de ser o mais justa possível mesmo quando a coisa não funciona assim no sentido inverso, não importa o motivo.  Eu sempre estrago as relações de trabalho onde me meto.

O fato é que durante boa parte de 2011 eu fiquei com ajuda intermitente, sem poder contar com, e por fim, lá pelo meio do ano, sem ajuda nenhuma.  E ainda estou me adaptando a isso. Bem até, na verdade. A casa não tá lá essas maravilhas, mas vamos combinar que já não andava essas maravilhas antes, então até aí morreu o Neves. E de modo geral, tô me virando. É o jeito, né? Então estou me virando. Cá estou eu, de pé desde as 5 da matina, esperando pela hora de colocar o frango no forno, dando um tempinho antes de tirar a roupa da corda (esperando o sol firmar. A roupa fica mais quentinha, fácil de desamarrotar.), já tendo varrido o quintal, posto roupa na máquina, editado meia dúzia de fotos, lido meus emails e tomando coragem pra lavar louça.

Mas obviamente alguma coisa se perdeu aí no processo, e essa coisa fui eu. Então eu não estou me cuidando como eu devia, e aí, além da questão da falta de tempo, escrever nesse blog pra dar depoimento tosco que é mal conselho, não compensa, né?  Então não tenho escrito.

Vou escrever pra dizer o que? Que faz um tempão que não vou no médico? Tá errado, não é bom conselho, não vale a pena contar. Que precisei suspender o tapazol por minha conta porque eu estava CHEIA, e eu digo, CHEIA de sintomas de hipotireoidismo, não dando mais conta? Eu sempre disse pra vocês não fazerem isso, como é que vou vir aqui contar que eu fiz? Que mesmo sem tapazol eu ainda estou com sintomas de hipo convivendo com aqueles da Hiper que nunca chegaram a ir embora? Eu não sei por que, não faço exames tem séculos, então que tipo de informação irrelevante é essa?

Antes que vocês se apavorem, nem é tão ruim assim. NÃO FAÇAM, NÃO… NÃO FAÇAM, mas eu tô meio que de olho. Não suspendi o beta-bloqueador, e meço a pressão e os batimentos regularmente. Espero não demorar tanto, mas já me prometi que no primeiro sintoma novo (ou velho né?) que aparecer, vou dar um jeito de ir ao médico. Enfim, não é algo totalmente irresponsável, só bastante irresponsável, entendem?  Um irresponsável grande mas ainda sobre controle. Mas de certa forma eu preferia não contar isso pra vocês, pra não dar a idéia de que é algo que se possa fazer, porque eu SEI que não se pode. O que não adianta muito, se eu estou sem tempo, sem conseguir me organizar, meio ilhada na minha casa (não dou conta de ir a pé pra cidade, não dá pra ficar pegando taxi, e nem pra ficar pedindo pro meu pai toda hora… Patético assim), descontente com meu médico e pensando em como ir a outro (o único endócrino fora meu médico que sei pelas redondezas, é na cidade vizinha e é pago. Ou seja, ai ai, complexo!), enfim, eu sei que vou ter que resolver isso o mais rapidamente possível, mas saber não é solução pra nada.

Então façam de conta que ainda estou sumida, certo? E se eu tiver novidades, eu venho aqui e conto. Por hora, as novidades não são motivo de orgulho, então eu finjo que não contei e vocês fingem que não leram. Combinado?

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Rir (ainda é) o melhor remédio [ou The Soda-Graves Tarot]

Estava ficando meio pesado manter as cartas aqui então cliquem na imagem para vê-las no album do Facebook. Estamos fazendo um levantamento de quem deseja uma versão impressa delas (tem doido pra tudo, pra fazer e pra imprimir...) então se quiser, deixe seu comentário aqui, ou se tiver conta no Facebook, procure por eventos: "Quem é insano a ponto de querer uma cópia impressa do Tarot?" e diga "eu vou" ou "talvez" lá.

Então, eu estava aqui em casa, sozinha, gripada, morrendo de saudade de um milhão de pessoas, com fome (Só resto de trasantontem na geladeira. E cadê ânimo de comer aquilo ou cozinhar?!) e com uma preguiça monstra de trabalhar. Mais miserável que isso só 2 disso embrulhado pra presente.  Aí… bem, vale voltar no tempo um pouquinho pra entender a história toda! Continuar a ler

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Levando, como dá.

Faz mais um menos um mês desde que escrevi por aqui e foi um mês puxado. Sem ajuda aqui em casa, e sem saber como essa situação vai ficar (minha ajudante está de licença médica, o que significa que a situação está em suspense e nenhuma providência pode de fato ser tomada por enquanto), eu tenho empurrado com a barriga.

Tem dias que empurro tão bem (e a barriga estar meio grandinha, de repente até ajuda) que é um dia atrás do outro e nem noto. Tem dias que acho que vou surtar, sentar no chão e começar a chorar até a vida melhorar…

Boa parte do tempo acho que estou sendo preguiçosa, fazendo corpo mole, reclamando demais. Aí saio atacando a casa caótica e paro no meio da sala, arfando, olhando em volta com olhos de desespero e ciente de que conta, de verdade, eu não vou dar.

Então a gente enrola. Ajeita aqui. Ignora aculá. Pede ajuda onde pode… Esquemas salva-vidas como as crianças almoçarem no avô me salva de ter que fazer almoço na única hora que consigo dormir, a manhã (é, a insônia vai bem, obrigada por perguntar!). Ai de tarde fazemos todos juntos uma janta que me servirá de almoço no dia seguinte, e as crianças podem se alimentar direito com comida fresquinha, uma mais farta e equilibrada, e a outra quebra galho e improviso…

A casa a gente vai tentando limpar mais ou menos… mantendo ao menos as roupas lavadas, a louça lavada, o chão varrido. O resto, bem, se alguém vier me visitar e achar que a casa precisa de faxina, eu mostro onde guardo o material de limpeza… Porque eu estou fazendo o que posso, juro.  Mais do que andava fazendo por um bom tempo, em condições piores do que a última vez que fiz tanto assim.

Me preocupa as vezes estar pedindo demais das crianças. Ou estar passando a mão na cabeça deles em outras áreas porque acho que estou pedindo demais das crianças. Ou sei lá… simplesmente me preocupa.  Mas é um dia, depois o outro, e mais outro. Foi um mês e pouco nesse ritmo, e a despeito de todas previsões ainda estou viva, ou o equivalente a isso (respirando, meio arfante, mas respirando!).

Então a gente vai levando. Tem outro jeito?

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Almost there… but not quite yet.

Então, né? Não escrevo tem algum tempo. Ando numa correria louca, meio auto-imposta porque mente ocupada é oficina do capeta e tem muito diabinho me rondando recentemente.

E aí chegou num ponto que eu não sei se é realmente um problema atrás do outro, igual fila de gafanhoto, ou se é hormônio demais circulando por aqui.

Eu sei que estou melhor. Os exames são dúbios, mas apontam uma melhora. Os sintomas físicos praticamente não existem… ou eu os estou desconsiderando. Mas eu ando com meu limite à frustração tendendo a zero, e irritada como meses e meses atrás. A idéia toda é que de uma forma bem doentia, a gente se acostuma…  Ok, não está ficando claro, vamos começar de novo? Continuar a ler

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Ok! Você venceu. Batata fri… digo, Diazepam.

A grande verdade é que você não está bem até estar bem. E embora a ordem natural das coisas diga que a tendência é ir melhorando e ficando mais fácil, algumas cartas se queimam no processo, e estar mal pode ser mais raro, mas fica mais difícil…

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